Mercado Hostil

Fato: nas capitais brasileiras, 53% das mulheres não retomam o emprego formal após a licença maternidade. Muitas porque não encontram vaga nas creches públicas (só em São Paulo o déficit de vagas supera a casa dos 100.000) e não têm dinheiro para pagar uma particular ou uma babá. Outras, por opção, pedem demissão para passar mais tempo com os filhos. Outras ainda, e este grupo infelizmente não é pequeno, são demitidas, visto que ainda vivemos em uma sociedade onde uma pessoa que não esteja pronta para se dedicar exclusivamente a uma empresa (e sim à empresa E à família) é vista como improdutiva em potencial.

Não é coincidência então que as mulheres ampliem cada vez mais sua fatia de mercado entre os empreendedores brasileiros. Dados divulgados pelo Sebrae a partir da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostram que 52% dos novos empreendedores – aqueles com menos de três anos e meio de atividade – são mulheres, sendo que desse total cerca de 50% trabalham usando o sistema MEI (Micro Empreendedores Individuais).
O interessante é que essa tendência aparentemente “feminina” ou até “maternal” é exatamente a regra entre os jovens que hoje têm cerca de 20 anos, a chamada “geração millenium”.  Pois é, a necessidade de recriar um ambiente de trabalho que respeite seus valores pessoais acabou por colocar as mães na crista da onda, indicando que elas estarão mais adaptadas e preparadas para os trabalhos do futuro.

Para você entender melhor como isso funciona separamos este vídeo produzido pela Box1824, uma das mais respeitadas empresas de pesquisa de tendências do Brasil, resultado de diversos estudos sobre fazer o que se ama. Bem-vindas ao novo mundo!

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