Musicalização Infantil 2016

Hoje fala-se muito em musicalização infantil mas na prática, qual é a diferença entre um bebê ver um vídeo de desenho acompanhado de música, ouvir música no rádio com os pais ou ver pessoas tocando instrumentos e ter ele próprio a oportunidade de tocar instrumentos?

Para Vivian Agnolo Madalozzo, sócia-proprietária e professora da Alecrim Dourado Formação Musical, escola especializada no ensino de Música para crianças de 0 a 8 anos, e professora da UNESPAR/FAP, os vídeos não são ruins, mas a experiência musical de uma criança pode – e deve – ir muito além disso para ser plena. Em seu blog Mãezíssima ela escreveu: “O que “faz mal” (nos vídeos e músicas infantis em geral) é a falta de consideração de muitos produtores por aí que acham que as crianças são “tolinhas”. Criança não precisa ouvir música com som de caixinha de música. Criança não precisa ouvir música com o volume bem baixinho – mas também não precisa colocar o volume no máximo. Criança não precisa ouvir música só de criança. Criança não precisa de música cheia de diminutivo. Criança precisa de repertório, de qualidade, de instrumentos de verdade, de música com história, de boas harmonias, de ritmos complexos e de canções interessantes – que, pode apostar, ela vai saber valorizar se tiver um contato mais próximo em casa ou na escola, ao invés de só ouvir o mesmo, sempre. Criança precisa é de música boa!”.

Sabendo que musicalização é a construção do conhecimento musical, desde o despertar da percepção auditiva até o estímulo da imaginação, coordenação motora, memorização, socialização, expressividade e percepção espacial, fica claro que qualquer contato com canções – sejam elas cantadas pelos pais, ouvidas no rádio ou assistidas em DVD – valem sim como parte do processo, mas que algumas experiências são bem mais abrangentes que outras. E é aí que entra a aula de musicalização para bebês, tão em voga exatamente por desenvolver tantas habilidades. Em uma aula dessas a criança não fica apenas ouvindo a música passivamente. Ela é convidada a acompanhar com instrumentos, passa a reconhecer o som de cordas, sopros, percussões. Canta junto, participa do processo criativo, tem a oportunidade de fazer parte da música que está sendo feita. Com as aulas, todos os itens citados acima são contemplados.

Por saber disso, e por gostar muito de música, Carina Lucinda Borrego colocou entre suas resoluções de ano novo trazer um professor de música para se encontrar uma vez pro semana com os pequenos residentes da Casa de Viver. “Eu adoro música, cantar, ir a shows e acho importante dar às crianças a oportunidade de conhecer instrumentos e sons variados, de participar do processo de criar os sons e combiná-los com outros sons e ritmos. Isso dá a elas a percepção de que são capazes de criar, além de poderem apreciar esteticamente o que elas próprias e os colegas fizeram, o que também é ótimo para a socialização”. A resolução saiu do papel e as aulas começaram já na semana passada, sempre às quintas, 15h.

A professora escolhida foi nossa grande amiga (e residente da Casa) Lilah, cantora com 18 anos de experiência em Canto Popular, 12 deles atuando com jazz, blues, soul e outros gêneros da Black Music e MPB. 10 anos de experiência em Canto Coral e Preparação Vocal para Corais. Atua com Direção de Voz em Estúdio, para Bandas, Artistas e ainda com gravações publicitárias (jingles e locuções). Ganhadora do Troféu Caymmi como Melhor Intérprete 2003/2004. Ministra aulas de Canto Popular (técnica vocal e performance), Piano  para iniciantes, Musicalização, Canto Coral, Teoria Musical,  Preparatório para Vestibular, entre outras disciplinas. em formação superior em Música Popular (Canto Popular) pela Faculdade Cantareira e é Psicóloga pela UFBA.

Para informações de valores (as aulas estão abertas também para filhos de não residentes da Casa) é só ligar para 5083-1291 ou mandar uma mensagem para nós. Esperamos vocês 😉

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