Sistema RIE

Nos Estados Unidos, mais precisamente em Los Angeles, onde a comunidade artística é bastante influente, virou moda é criar os filhos de acordo com os princípios RIE, sigla em inglês para Recursos para Cuidadores Infantis. O método foi criado e patenteado pela educadora Magda Gerber, que trabalhou com Emmi Pikler em Budapeste, se mudou para os EUA e escreveu os livros Dear Parent (Querido Progenitor) e Your Self Confident Baby (Seu Bebê Auto-Confiante), sendo o segundo considerado uma espécie de bíblia do RIE. Ela também criou uma fundação que leva seu nome e oferece treinamento e informação para pais e educadores interessados. Tobey Maguire, Penélope Cruz e Helen Hunt são fãs declarados.

O sistema se assemelha bastante ao método Pikler, valorizando a autonomia e a independência da criança. A ideia não é criar uma ação isolada e sim estimular no bebê o desejo de tentar coisas novas e persistir, confiando em si mesmo para conseguir o que quer, mesmo que leve tempo. Sobre isso, Emmi Pikler escreveu: “O processo de aprendizado desempenhará um papel importante na vida deste indivíduo mais tarde. (…) Ao aprender sozinho como ficar de barriga para baixo, rolar, rastejar, sentar, levantar e andar ele não estará apenas aprendendo estes movimentos, mas COMO APRENDER”.

Abaixo, separamos algumas ideias (traduzidas livremente) dos livros de Magda no que diz respeito a questões básicas da vida dos bebês. Você concorda?

Chupeta: “A chupeta é como uma rolha. Ela faz o bebê parar de chorar, mas a questão é: o bebê não tem o direito de chorar? Colocar uma rolha na boca do bebê só passará a mensagem ‘cale a boca’”.

Carregadores, wraps e slings: “Não são bons pois deixam o bebê em uma posição passiva, impossibilitado de se mover. Eu (Gerber) meço o amor pela atenção e empatia, e não pela simples proximidade física”.

Cadeirinhas de balanço: “Encorajam a passividade e deixam a criança hipnotizada”.

Andadores: “São prisões movediças”.

Conversar com voz e palavras infantilizadas: “Subestima a inteligência dos pequenos. Devemos falar com bebês e crianças de igual para igual”.

Elogios: “Devem ser trocados por reconhecimento. Crianças não precisam ser ‘lindas’ ou maravilhosas’, elas precisam ser vistas. Em vez de ‘veja só que linda você andando sozinha’, por exemplo, use ‘veja só você, andando sozinha’”.

Cadeirão/ dar comida na boca/ mamadeiras/ copinhos com bico: “Se você estabelecer limites (tais como permanecer sentado e que sair da mesa indica que a refeição acabou) os bebês podem tranquilamente comer sozinhos, de forma digna, como os adultos”.

Ninar para dormir: “Jamais, o bebê deve aprender a pegar no sono sozinho”.

Brinquedos: “Crianças não precisam de brinquedos, elas devem explorar os objetos do mundo real”.

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