3 coisas que aprendi sendo mãe de 3

Faz 10 anos que sou mãe. Meu Deus, isso faz eu me sentir velha! Mas 3 gestações depois, duas filhas desfraldadas, tendo tido 3 modelos diferentes de trabalho (CLT, empreendedora, freelancer em home office), revivendo tudo agora com um menino de 1 ano, acho que posso dizer que aprendi um truque ou outro! 
Vou começar com três coisas que aprendi e que têm sido muito úteis para a minha vida com 3 filhos. Tenho certeza que elas podem ajudar mães de 3 filhos (ou mais; ou menos).

1) Um pouco de organização e disciplina são boas amigas

Eu nunca fui uma pessoa disciplinada: muito pelo contrário. Não me considero desorganizada, mas também não sou nenhuma Marie Kondo, nenhuma Thais Godinho (mas me inspiro muito no blog dela Vida Organizada).
Mas uma coisa que percebi tendo três filhos é que, quando aumenta o número de variáveis na vida da gente, torna-se imprescindível aumentar o nível de organização, simplesmente para diminuir o nível de caos.

Não dá pra ser perfeita, mas se você conseguir adicionar um pouco de organização, as coisas ficam mais viáveis. Por exemplo:

  • planejar, ainda que em linhas gerais, o cardápio da semana. Não precisa ter sempre um cardápio completo, com pratos principais, acompanhamentos e sobremesas definidas para cada uma das refeições de cada dia da semana. Mas se você conseguir definir, por exemplo, a proteína para cada dia da semana, isso já vai facilitar as compras e te fazer poupar um tanto de tempo que você gastaria pensando ”o que vou cozinhar agora?”. Se conseguir fazer combinações proteína+carboidrato+vegetal para cada dia então, lindo!
  • fazer um rodízio de brinquedos. A ideia é, em vez de deixar todos os brinquedos da casa à disposição das crianças o tempo todo (na minha experiência, elas só vão espalhar tudo pela casa, e brincar mesmo com poucos deles), escolher toda semana, ou a cada duas semanas, um ou dois brinquedos de cada categoria (bonecas, blocos de montar, jogos) para deixar à disposição. Isso é legal também porque as crianças não enjoam dos brinquedos: é como se elas sempre tivessem brinquedos novos para brincar.
  • estabelecer horários (pelo menos aproximados) para as refeições, banho, hora de dormir. Um dos meus grandes aprendizados dos últimos tempos é que as regras são nossas amigas: elas nos mantém sãs! Ter um horário e um ritual para a hora de dormir, por exemplo, é saudável para as crianças e para os adultos da casa também!

2) Faz bem encontrar um tempo para dar atenção exclusiva para cada um dos filhos

Quando tive minha segunda filha, a Clara, a Brigitte tinha quase 7 anos, ou seja, ela havia passado todo esse tempo como filha única. Claro que ela ressentiu, porque minha atenção agora estava dividida – entre ela e um bebê que precisava de atenção praticamente 24 horas por dia.
Agora, com três filhos, percebo que tanto a Clara quanto a Brigitte precisam de um tempo para ter a minha atenção exclusivamente para elas. E até o Eric, com 1 ano e 3 meses, se solta de uma forma diferente quando as irmãs não estão por perto.

Então, decretei um dia exclusivo para cada um dos filhos, pelo menos uma vez por mês. Nesse dia, saio (ou fico em casa) com um dos filhos, só nós dois, para fazer alguma coisa juntos.
Eles se divertem, adoram a atenção exclusiva, e eu tenho a oportunidade de praticar a presença – que não é muito fácil com os três ao mesmo tempo.

3) É muito mais viável ser freelancer ou autônoma (do que trabalhar para alguém) quando se tem 3 filhos

A menos que você tenha um emprego muito bem remunerado, com um alto cargo – e que tenha conseguido mantê-lo depois de ter filhos – é pouco provável que um emprego pague escola em período integral para duas crianças – imagine para TRÊS ou mais!
Para muitas mulheres que conheci nos últimos anos, manter o emprego em regime CLT simplesmente passou a não ser sustentável com os filhos: tanto pelas longas horas longe deles, quanto porque os salários são tão baixos que a conta simplesmente não fecha. O valor que se paga por uma escola em período integral é basicamente o valor do seu salário.

Por isso, para mim, hoje, a alternativa mais viável é trabalhar em casa como tradutora freelancer. As crianças ficam na escola só meio período, e nesse tempo encaixo meu trabalho – claro que às vezes (muitas vezes) acabo trabalhando um pouco à noite ou no fim de semana.
Mas esse regime de trabalho me possibilita dividir meu tempo, de forma que fico 100% com eles na parte da manhã, faço as coisas de casa, cozinho e dou almoço, e à tarde trabalho.
Depois de ter trabalhado em regime CLT e ter sido empreendedora, hoje não troco por nada a flexibilidade de ser freelancer.

E você, quais são os seus aprendizados como mãe (de um, dois, três ou mais)? Conta pra mim aí nos comentários.

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