Dicas para cozinhar no dia a dia, ou como ser a melhor “chef” da família

Não tenho nenhuma intenção de participar do MasterChef e nem de fazer pratos sofisticados com apresentação de restaurante fino.
Mas sempre quis poder cozinhar para a minha família todos os dias. E isso era praticamente impossível quando eu tinha um emprego CLT, e mesmo depois, quando era empreendedora, e passava o dia todo na empresa. Naqueles tempos, eu almoçava basicamente em restaurantes por quilo, dificilmente jantávamos em casa (era lanche ou pizza, ou alguma coisa na padaria), e as crianças muitas vezes entravam nessa dança.
O desejo de poder preparar refeições saudáveis e caseiras para a minha família sempre me fez ir atrás de informações sobre culinária e nutrição, mesmo quando a minha rotina não me permitia assumir de vez esse papel de “chef” na família.
Desde que deixei a minha empresa e voltei a ser freelancer trabalhando em home office, organizei o meu tempo de forma que, na parte da manhã, cuido das crianças e das funções domésticas, e assim conseguimos almoçar comida caseira diariamente. Muitas vezes até sobra alguma coisa para criarmos uma jantinha gostosa!
Agora que estou conseguindo realizar o meu desejo de cozinhar para a família, percebo que todas as coisas que aprendi ao longo desses anos estão me ajudando a preparar uma comidinha saudável e nutritiva, que é simples, gostosa e prática. Por isso, decidi escrever este post com algumas das fontes em que bebi para me realizar como “chef” da família.

Nutrição infantil

Há tempos me interesso pelo assunto da nutrição infantil. Meu interesse por esse tópico vem em grande parte do fato de a minha filha mais velha ser o que chamam de “picky eater”, ou seja, uma criança que é enjoada e come mal.
Por causa dessa dificuldade com ela, que começou aos 3 anos e só está melhorando um pouco agora, que ela está com 10, há anos leio e estudo sobre esse assunto.
A seguir, algumas das fontes que me ensinaram muito sobre o assunto, e que ainda consulto e cuja influência sinto na minha cozinha no dia-a-dia:

Guia Descomplicado da Alimentação Infantil, livro: do Dr. Mauro Fisberg com a nutricionista Priscila Maximino. Comprei há anos este livro numa banca de jornal. Vinha com um ímã com a pirâmide nutricional em forma de prato, e pequenos ímãs dos alimentos para a criança colocar nos locais corretos do prato. Foi uma diversão para a Brigitte, minha filha mais velha, e também para a Clara, a do meio. Agora, para o Eric, o caçula, só sobrou mesmo o ímã do prato :).

Esse livro traz uma parte mais teórica, que fala sobre a importância de se preocupar com a nutrição desde a gestação, e fala também sobre o estímulo à mastigação, transição alimentar e dificuldades alimentares, desde doenças e alergias que podem atrapalhar a alimentação, até dificuldades que as crianças podem ter, como traumas com comida, perda de interesse na hora de comer, e o “grupo dos seletivos” (pulei imediatamente para esse capítulo!). Além de tratar de outros assuntos, como obesidade, alimentação durante passeios e viagens, entre outros, o livro também traz várias receitas simples e divertidas para as crianças e exemplos de cardápios divididos por faixa etária. Disponível também em formato eletrônico.

Culinária e Nutrição Infantil, curso on-line da Universidade de Stanford: com Maya Adam, médica (e bailarina!), mãe de 3 meninos. Maya também fundou a organização sem fins lucrativos Just Cook for Kids. O curso analisa a nutrição infantil hoje e o impacto das decisões alimentares de cada família. Ensina os elementos de uma dieta saudável para crianças e adultos e como preparar pratos simples e deliciosos para inspirar as pessoas a fazerem refeições caseiras sempre. O curso é em inglês, e ainda não tem legendas em português. Mas se você não fala inglês, pode tentar acompanhar com as legendas em espanhol.

Chefe de Papinha, blog da Nathália Donato: ela é chef especializada em alimentação infantil, jornalista e mãe. No blog, ela escreve sobre introdução alimentar, dá dicas sobre alimentação, posta receitas e a lista dos vegetais em safra a cada mês (que “são mais nutritivos, mais saborosos e tendem a ser mais baratos”). Já usei várias receitas da Nathália, que são simples, práticas e gostosas.

Organização

Acredito que não basta saber cozinhar para conseguir estabelecer uma rotina de preparar refeições saudáveis e variadas para a família todos os dias. A organização é fundamental para dar conta dessa tarefa, além de todas as outras coisas que temos que fazer todos os dias.

A fonte que mais me ajudou a organizar essa rotina foi a Thais Godinho, com o site Vida Organizada e o livro homônimo. Entre as muitas dicas de organização doméstica, a Thaís dá ideias preciosas de como planejar cardápios semanais de forma simples, sem precisar viajar em receitas complicadas com ingredientes caros e difíceis de achar. A dica de ouro do Vida Organizada, que eu aplico para a vida, é ter uma lista (mesmo que seja na cabeça) daqueles pratos que você faz sem precisar seguir receitas ou comprar coisas que você não costuma ter em casa. O que eu faço é distribuir, a cada semana, esses pratos que faço “com o pé nas costas” pelos dias da semana (geralmente faço esse planejamento, rapidamente, no sábado ou no domingo). Foi essa simplificação do conceito de cardápio semanal que me permitiu organizar a minha rotina na cozinha para preparar as refeições da família com praticidade.

Livros e programas sobre culinária

Tá certo que a ideia é manter a simplicidade para dar conta de cozinhar de forma saudável e prática. Mas para manter o interesse da família na alimentação, é importante sempre ampliar o seu repertório. Assim, você consegue inovar nos sabores, nos temperos, mesmo que use sempre os ingredientes mais simples e faça preparações rápidas.

Para ampliar sempre o meu repertório, ter ideias de combinações diferentes e novas preparações, gosto de me inspirar nos livros de receita e nos programas do chef Jamie Oliver, que é um ativista das refeições caseiras e dos alimentos saudáveis. Os meus livros favoritos dele são A Itália de Jamie e Revolução na Cozinha.

Também assisto, sempre que posso, aos programas da Rita Lobo, Cozinha Prática, e do Felipe Bronze, Perto do Fogo. Acho que todos os programas de culinária são úteis para nos ajudar a ter ideias novas e aumentar o nosso repertório culinário. Até o MasterCherf. 😉

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